Gabela tão bela...

A Gabela é uma cidade cheia de encanto e cujas memórias presentes nos remetem constantemente para a magia que devia ser aí morar antes da guerra.
Para quem visitar, aconselho almoçar no Restaurante "Salão de Chá" que fica mesmo na praça principal. Ficam aqui algumas das fotos que tirámos...Se tiverem um familiar ou amigo que tenha vivido na Gabela, mostrem-lhas...Tenho um pressentimento que vão gostar de as ver...









Segundo nos contaram, esta estátua é chamada de Maria da Fonte de Gabela e pretende homenagear uma portuguesa (não descobri nome) que não quis voltar a Portugal, porque apenas era branca por fora.
Aqui na zona quem trata da pedicure das meninas são os homens. Se repararem, ao fundo, está um moço a tratar dos pés de uma rapariga... E como eu admiro esta descontração...

Às compras em Angola #2

A vida aqui na zona de Sumbe é cara (mesmo assim não tão cara como em Luanda) e é muito difícil encontrar nos mercados legumes aos quais estamos habituados. Para a sopa, por vezes compro alho fancês (é caro e tem de dar para várias vezes), feijão verde e couve, mas quanto a fruta a conversa já é outra.

Maçãs e peras são caras (a cerca de quatro, cinco euros o quilo), pêssegos, morangos e melões não se encontram facilmente e a solução passa então por comprar nos mercados ou à beira da estrada.

Hoje, a caminho da Gabela (terra linda que merecerá um post inteirinho), encontrei a fruta mais saborosa e ao melhor preço...Já provei as bananas (são de dois tipos) e são maravilhosas!









Gastamos cerca de doze euros nesta fruta toda (o mais barato foi o ananás -seis por cerca de 4 Euros).

Surpresas boas!


Eu juro que não sabia que 30 de julho é Dia Internacional da Amizade, mas adorei a surpresa do Boticário.
 E, para comemorar o dia, hoje e amanhã há também surpresas nas lojas Boticário para quem fizer uma compra (não importa o valor, mas deve levar BI/CC).




Zara a sorrir...um bocadinho...

Trinta dias em Angola são trinta dias sem compras. Como tenho tempo livre e não há por aqui montras para ver, vou espreitando online. E que boa surpresa foi ver algumas fotos de meninas  da Zara a  sorrir!

Imagem 4 de COLETE JACQUARD da Zara
Imagem 2 de VESTIDO DE RENDA da Zara

Imagem 5 de T-SHIRT FLOR da Zara
Imagem 2 de TÚNICA C/ DECOTE EM V da Zara
Imagem 5 de CASACO DE MALHA da Zara

Angola...a aprender a ser (mais) feliz!


 O Padre Rogério, angolano de olhar doce, tem estado na paróquia  a que pertencemos e, por uma feliz coincidência, hoje estava em Sumbe e convidou-nos para conhecer a família dele. Assim fizemos. Depois de uma missa lindíssima, em que os cânticos e alegria foram uma constante, seguiu-se um almoço com comida típica angolana (funge, galinha, cabrito...) em casa de familiares do Padre Rogério.

Quando regressávamos a casa, o Luís disse-me que eu ia ter muito que escrever no blogue e eu respondi-lhe que dificilmente iria conseguir...Há emoções que não consigo passar... Deixo-vos as fotos e vinte segundos de um dos momentos da Missa (Ação de Graças)... E quem me dera saber agradecer assim!

Um dos momentos que (também) não esquecerei foi quando eu, no almoço, me desculpei por não ter levado nada pois não estava a contar. A resposta que recebi arrepiou-me,pois  com uma voz profunda e sincera, o pai do Padre Rogério olhou-me e disse: " Ter-vos connosco é a maior alegria que recebemos".

Um dia cheio, enorme, que vem  provar o que eu já sabia: para conhecer o encanto do povo angolano, tenho mesmo de sair do condomínio.







Às compras...


Atrás o  Mercado Municipal de Sumbe e uma moça a olhar para a branquela.




Este ano é mais fácil para mim andar nas ruas, fazer as compras e o facto de não estarmos numa zona tão urbana como Luanda ajuda a sentir-me mais segura. Contudo, só durante o dia é que me sinto assim. Quando cai a noite,o caso muda de figura...

Duas coisas que adoro por cá é  ir ao mercado escolher as frutas e legumes (mas ainda me falta aprender a regatear os preços) e a música animada dos supermercados.

Instantes de hoje...


Papaia deliciosa, bananas em cachos à mão de apanhar, mais disponiblidade para fazer amigos... Valorizar o pouco que é muito, sempre!

Angola...e os vossos filhos vão convosco?

foto de hoje

Não vou negar, um dos meus maiores receios aqui em Angola é que algum dos meus meninos precise de ir ao médico rapidamente. O ano passado correu muito bem, mas de vez em quando pergunto-me se estamos a tomar a atitude certa ao trazer os nossos meninos para este sítio lindo e magnífico, mas que dista a quase quatrocentos quilómetros de Luanda e está a trinta quilómetros do Hospital mais próximo (e que penso que não tem muito a ver com o que estamos habituados).
É claro que há  dias em que nada disso me passa pela cabeça, mas há outros, como os de hoje, em que fico um bocadinho à toa. Hoje, o Miguel acordou com dor de cabeça e muito enjoado. Mil e um cenários me passaram logo pela cabeça, mas como o Luís estava a trabalhar e eu não o queria incomodar, tive mesmo que respirar bem fundo, acalmar os nervos e agir. Dei-lhe paracetamol (Brufen ou outros anti-inflamatórios são de evitar pois podem mascarar sintomas), um chupa-chupa e fui intercalando com  golinhos de coca-cola. 
Perto da hora de almoço já estava fino e já comeu uma sopa bem saborosa (em Angola a sopa é uma boa amiga pois os legumes são bem fervidos) e agora até já foi jogar futebol.

A verdade é que se tem de ponderar bem... Contudo há o outro lado (há sempre não é?) Quando vejo a naturalidade com que os meus meninos andam por aqui e conversam com as pessoas que encontram, fico de boca aberta. A sério. Sorriem para toda a gente, porque sabem que recebem sorrisos ainda maiores, ficam maravilhados por esta Angola longe de tudo, por esta imensidão... Quando vamos à cidade, nem se apercebem dos olhares que sobre eles recaem ( é que por aqui não estão muito habituados a ver crianças brancas, parece-me...), espantam-se com os preços tão caros do supermercado, engolem em seco ao ver o pouco que muitos meninos da idade deles têm...

Eu sei que esta experiência, este crescer que Angola lhes proporciona, faz deles crianças melhores, com horizontes mais abertos, com mundo... Eu, já o escrevi por aqui milhentas vezes, sou uma hipocondríaca cheia de medos, mas recuso-me a que eles levem a melhor sobre mim... Por isto tudo, pensamento positivo e quatro palavras me norteiam: Vai Correr Tudo Bem!





Pormenores...


A casa onde estamos este ano é onde vive o Luís, é pequenina e tem poucos pormenores pessoais. Melhor, tinha. É que eu cheguei...

Estamos juntos...Angola dia 1.





Vinte e uma horas depois de sairmos de casa, chegamos a outra. A casa que será o nossolar no próximo mês.  Tal como no anos passado, resolvemos parar no Miradouro da Lua para registar o momento da nossa segunda vinda a Angola.
As fotos comprovam o que sentimos:  apesar de tantos receios, de momentos difíceis, de tantos ses...tínhamos saudades de estar os quatro juntos nesta terra mágica!
E para quem vem para terras de terra vermelha, eis o outfit que recomendo: botas anti pó, calças confortáves, t-shirts de algodão (eu gosto das de algodão biológico da H&M) e uma écharpe sempre à mão.


A caminho...


Malas prontas. Cheias de muitas coisas que não fazem falta cá em casa e com muitas outras que me oferecem para levar (obrigada, Mana, Graça e Luísa). São roupas, lápis, canetas, bikinis, calções de banho, cadernos... São coisa pouca para nós, mas que farão alguém feliz.

E sim, eu sei que é uma gotícula num imenso oceano, mas mesmo assim, acho que vale a pena. 
Penso também que é desta que vou deixar os meus mil receios de lado e  que a família vai acompanhar o fantástico Padre Vítor Mira numa Missão às montanhas (o ano passado não tive coragem, confesso). Tenho a certeza que viremos de lá muito mais ricos e de coração cheio.

E, por agora é tudo. Até amanhã, sim?

Angola...a caminho outra vez!


Tenho andado a preparar tudinho para voltarmos a Angola. Já sei que não vale a pena levar muita roupa e quanto a sapatos de salto alto basta um par. Quanto aos miúdos, levo t-shirts que lhes estão a ficar pequenas ou mais antigas (que já vieram de primos) e depois ofereço-as antes de regressar a Portugal. 

Tenho saudades da vida que levamos em Angola. de termos mais disponibilidade um para o outro e para os nossos filhos, dos jantares despreocupados, das noites sem necessidade de casacos, de passar a vida a receber sorrisos de quem não conheço (e a sorrir muito também). No entanto, também tenho os meus receios... são os mosquitos, é ter muito cuidado com a água, é lembrar os miúdos para lavar os dentes com água engarrafada, é tentar que não se magoem porque os hospitais no Sumbe são pequenos ( para ser realmente sincera assustam-me) e estamos a quatro horas de Luanda..

Já são dois anos de vida assim, falta mais um para Luís acabar o visto de trabalho. O "a gente habitua-se" não é bem assim e não sei se o Luís aguentaria por lá muito mais tempo se não tivesse este mês de oxigénio puro que é  estarmos juntos, a partilhar o dia a dia dele e a vivermos uns para os outros quase em exclusividade...

Quanto ao que levo na bagagem e que são mesmo essenciais para mim:
- Muitos livros (requisito sempre alguns na biblioteca);
- Jogos de cartas, monopólio...;
- Chá (é caro em Angola);
- Gelatinas sem açúcar;
- Uma ou duas echarpes;
- As minhas botas ( há muito pó nas ruas);
- Repelentes e protetor solar;
- Medicamentos;
- Queijos portugueses (para oferecer quando vou jantar a casa de alguém).




Hoje foi o dia!

Há mais de vinte anos que tinha vontade de fazer um segundo furo na orelha. Nunca o tinha feito por medo de me arrepender, com receio que ficasse piroso, por isto e por aquilo.

Pois hoje foi o dia. Ourivesaria aqui da terra, com direito a uma pequena anestesia local e pronto. Resulltado? Adoro!

Praia aos 45...


Não sei se sou só eu, mas para mim, a cada ano que passa, é um bocadinho mais difícil mostrar o meu corpo de mulher normal de quarenta e cinco anos. Contudo, nem pensar em fugir da praia...Só que, para a aproveitar em pleno, preciso acima de tudo de me sentir confortável comigo própria. Daí que recorro a pormenores que me fazem sentir bem. A quem interesse:
O vestido (ou camisa comprida) é da Pull&Bear, o fato de banho que adoro é da Benetton Undercolors (também existe nesta cor), a toalha é da Natura (coleção do ano passado) e os protetores solares para o corpo são da Piz Buin ( têm umas partículas brilhantes que nos deixam a pele com uns ténues reflexos dourados que eu adoro e que disfarçam imperfeições).
E é isto.














Escapamos...








Uma escapadinha que nos soube a pouco e a muito. Poucos dias, mas muito amor partilhado.
 Fugimos até ao Algarve ( zona da Praia da Falésia). Eu sei que nos acusam de ser egoístas, mas nós precisamos mesmo destes dias a quatro...ansiamos por eles e, como já disse tantas vezes, é a eles que vamos muitas vezes buscar forças quando há momentos difíceis...

Eu, a festa aos burros, os meus traumas e etc e tal...



Há uma Festa aos Burros que se realiza na minha aldeia há mais de cinco décadas, mas como os burros têm faltado, teve uma interrupção de oito anos. Eu, adepta fervorosa da festa, já não participava há cerca de trinta anos. Eu explico porquê.

Desde novinha, que sempre vibrei com a festa. Contudo, há trinta anos,tinha eu quinze anos, enquanto eu e a minha prima preparávamos um carro para participar no cortejo alegórico, o burro que pedíramos emprestado decidiu saltar da espécie de reboque que o transportava e acabou por morrer. Foi uma tragédia com direito a muitas lágrimas e eu ainda hoje tenho pesadelos com isso.

Nunca mais quis nada com festejos com burros. Até este ano. Animada pela minha prima Elsa  e pelo entusiasmo dos meus miúdos, lá preparámos um carro alegórico, com direito a burro lindo (mas do qual não me aproximei muito por causa das coisas) e diverti-me a valer. 
O outfit era de mecânica pois representávamos uma oficina de transportes não poluentes. Ah...e até apareci na televisão, a dizer palermices que me vieram à cabeça de um momento para o outro e sem direito a ter óculos de sol nem maquilhagem!
Mas a festa foi linda e nem poderia ser de outra forma...com a família por perto...tudo tem muito mais sabor!

Ah...e com este fofinho o trauma foi (um bocadinho) superado:




Uma grávida cheia de pinta!

A Joana registou a sua barriguinha a crescer e mostra como, sem gastar uma fortuna, podemos ser uma grávida cheia de pinta.
E para além de ser filha de uma amiga minha, a Joana não é só linda por fora... Ora espreitem!

A vida é um instante #1



Fotos Instagram


Uma semana que passou a correr... Onze anos do Miguel com direito a bolo de gomas (feito por mim e com a benção de Our Lady Internet), muito mimo e um comentário do Miguel que não vamos esquecer.
Dito hoje, à hora de almoço, a propósito do Baile de Finalistas do Gonçalo:
- Então, Gonçalo...é hoje que vais dançar um slogan?
Depois de muita risada e de o corrigirmos " acho que querias dizer slow", Miguel pensa um bocadinho e pergunta:
- Mas, afinal, o que é isso de slow?

Pois, pois...geração 2000!