A vida é um instante...

Gosto muito do Intagram e costumo partilhar os meus instantes por lá. A quem interesse é só clicar aqui.




Momento (f)útil do dia...

Quando estive em Angola não senti saudades de lojas nem de compras, mas quando entrei na Zara parece que achei tudo lindo!
Contudo, o bom senso já me ensinou a comprar só o que realmente penso que vou usar bastante, com que eu me sinta realmente bem, com um tecido com bom ar e que eu não vá usar apensas uma estação. Muitos requisitos para uma peça só, eu sei, mas compras por impulso ou só para encher o armário não condizem comigo. Adoro roupa, mas detesto desperdiçar dinheiro e cada vez pondero mais quando me apetece comprar algo...

Contudo, este vestidinho da Zara, que eu já andava a namorar no site, conquistou-me. Ah...conquistou-me tanto que até me atrevi a armar-me em fashion blogger (que não sou) e tirei uma foto nos provadores (desconfio que nem é permitido).

 Só para dar um bocadinho de cor a este blogue e para deixar aqui a sugestão...
Vestido aqui.

Comida conforto

Em Angola, como as bolachas são muito caras, relembrei a receita dos bolinhos de côco da minha infância...
Hoje, depois das mãos bem lavadinhas, ordenei (acho que foi mesmo assim que os tirei de perto da Playstation) aos rapazes que estão cá em casa para, literalmente, colocarem as mãos na massa. E o resultado voltou a ser  delicioso.


Já toda a gente deve saber a receita, mas mesmo assim fica aqui:
3 ovos, 250 gramas de côco, 200 gramas de açúcar, formam-se bolinhas, vai ao forno e já está!






Uma família com esperança #21


Depois de horas de viagem, já estamos na nossa casa: chegámos cansados, mas com o coração pesado...foi difícil deixar o Luís em Angola...

Até a Izzie pareceu mostrar um certo desalento quando nos viu...ficou feliz é certo, mas um bocadinho "desorientada": ela sabe que falta alguém.

Das últimas duas semanas de Angola também tenho alguns posts para escrever, mas ainda estou a digerir tudo...A verdade é fiquei doente ( há quem lhe chame tifo, salmonelas...) e não quis escrever nada aqui no blogue para não preocupar a minha família.
Prometo escrever um post inteirinho sobre saúde (principalmente para vos contar certas recomendações que eu não segui). 
Angola é uma terra mágica, mas ficar doente por lá assustou-me um bocadinho e fez-me valorizar ainda mais o que encontrei mal coloquei os pés em Portugal. Poder abrir a torneira para lavar a cara à vontade e os dentes não tem preço, poder comer os vegetais que me apetecem sem pensar se estarão seguros também não...

A vida não é uma estrada sem curvas, já o sabemos e esta viagem a Angola fez-nos muito bem enquanto família e enquanto seres humanos. Não tenho a melhor dúvida de que cresci e que regressei uma pessoa melhor. E, às vezes, parece que é preciso sair deste rectângulo maravilhoso em que vivemos, para não esquecernos o quão sortudos somos...



Uma família com esperança #20


O tempo escorrega-nos...trinta dias já quase passaram e hoje começo a fazer as malas para regressar.
É um regresso agridoce e dorido porque o Luís fica por aqui mais um mês... Mas sabemos que o caminho é só um: respirar bem fundo, segurar as lágrimas à frente dos meus meninos, acreditar que esta é apenas uma fase passageira na nossa vida.

Como nós há muitas famílias e nós ainda temos a sorte do Luís ter quatro viagens por ano e de nos podemos permitir a vir cá passar um mês com ele...Por isso é que eu evito queixumes...

Quanto a vivermos aqui os quatro, voltei a comprovar que não era possível. Aqui em Sumbe é muito difícil encontrar escolas para o Gonçalo (vai para o 10ºano) e mesmo que eu vivesse em Luanda com os miúdos, só daria para nos vermos ao fim de semana e o nível de vida é demasiado caro para o suportarmos.

Vinte e oito dias passaram: não fiz tudo o que queria (não fui à Missão, o que me deixou tristíssima, mas foi por razão de força maior que explicarei um dia destes), não fui tanto à praia como gostaria...

Contudo, já o sabemos, planos são planos e à medida que o tempo passa a certeza é cada vez maior: aproveitar o tempo, saborear os dias, sorrir mais e agradecer. Afinal, se há uns anos atrás me dissessem que eu estaria agora a escrever um post com mamoeiros e embondeiros como paisagem de fundo, eu dificilmente acreditaria. Pois...



Do dia de hoje...

Começar o dia com estas visitas mesmo pertinho da minha janela...

E terminar o dia num terceiro lugar que me soube a primeiro.

      ( Aos anos que eu já não jogava King...)

Saudades...

Onde moramos, somos sortudos e  não temos problemas com água nem luz, mas a internet tem de ser poupada e nem sempre é rápida como queremos.

Por aqui a vida corre, rotineira e com muitas conversas... estamos cansados de despedidas e viagens de avião...Mas, contudo...

Saudades da nossa casa temos algumas, mas não se comparam às saudades que já temos da nossa família e desta menina rabina:


Lobito e o meu blogue como ele é...

De Lobito só conheci a parte da Restinga (uma das praias mais limpas onde já estive) e de carro passamos pelo centro da cidade. Confesso que não gosto muito da confusão da entrada da cidade, mas a vista dos flamingos dá um toque de rosa a uma paisagem bastante cinzenta. 

Eu sei que as fotos que aqui posto são quase sempre de algo bonito e que Angola não é tudo beleza e imagens de postal, mas não levem a mal...A verdade é que não gosto de apontar a câmara a algo que não gosto e quando há situações que me deixam triste (quase sempre relacionadas com mulheres e crianças) eu sinto que não tenho o direito de as fotografar, porque parece que lhes estou a invadir a privacidade com o meu olhar "europeu".
 Não sei se me faço entender e podem acusar-me de ver só o lado lindíssimo de Angola, mas acreditem que há muitas situações que me constrangem. Sabem, é que eu estou de visita e tenho sido tão bem recebida que não me sinto no direito de estar aqui no meu blogue a apontar críticas a um país que não conheço assim tão bem...E, para além disso, nunca me esqueço  quando alguns turistas de outros países criticam o meu Portugal (ai que vocês conduzem tão mal, ai que os portugueses têm uma hora de almoço tão grande, ai que vocês nunca chegam a horas...).

E isto sou eu, mas compreendo que quem cá viva muito tempo não veja Angola assim. Talvez seja por eu saber que apenas passo aqui trinta dias e pronto. Ou talvez seja por, aos quarenta e cinco anos de idade, eu ter aprendido a apreciar cada vez mais o que a vida tem de bom para me oferecer...

 








De volta a Benguela...

O ano passado, Benguela foi dos sítios onde mais gostei de estar. Ajuda o facto de ficarmos numa casa linda, juntinho ao mar, e com amigos que nos recebem sempre tão bem. Mas, para quem vive perto de Sumbe, Benguela é um mundo à parte: mais limpa, mais organizada, com pastelarias muito boas, mais lojas e com ruas e avenidas com casas lindas das décadas de 60/70.

Uma das praias a que voltámos foi a Baía Azul: uma praia enorme e quase só para nós. É certo que a água não está quentinha como no verão de cá, mas mesmo assim passámos uma manhã fantástica!

A tarde foi passada na Baía de Santo António, onde assistimos a um pôr do sol lindo, lindo, lindo...
















Angola by Gonçalo

 O Gonçalo adora Angola, mas diz que não sabe bem porquê. Vejo-o deliciado a observar tudo e a captar imagens que o fascinam...

Na minha opinião, o que se fotografa também mostra um bocadinho do que somos...A nove dias de fazer quinze anos, o Gonçalo vê Angola assim:
A caminho de Cuacra (Sumbe)
Baía Azul-Benguela
Restinga - Lobito
Cachoeiras do Binga









 
Sumbe
Perto da Baía do Quicombo-Sumbe)










Gabela tão bela...

A Gabela é uma cidade cheia de encanto e cujas memórias presentes nos remetem constantemente para a magia que devia ser aí morar antes da guerra.
Para quem visitar, aconselho almoçar no Restaurante "Salão de Chá" que fica mesmo na praça principal. Ficam aqui algumas das fotos que tirámos...Se tiverem um familiar ou amigo que tenha vivido na Gabela, mostrem-lhas...Tenho um pressentimento que vão gostar de as ver...









Segundo nos contaram, esta estátua é chamada de Maria da Fonte de Gabela e pretende homenagear uma portuguesa (não descobri nome) que não quis voltar a Portugal, porque apenas era branca por fora.
Aqui na zona quem trata da pedicure das meninas são os homens. Se repararem, ao fundo, está um moço a tratar dos pés de uma rapariga... E como eu admiro esta descontração...